CORONAVAC – Para quem nada tem, metade é o dobro!

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Diante da manifesta politização da Covid-19, que deveria ser ativo de debates científicos e esclarecedores para a população brasileira, sobre as perdas lastimáveis de vidas humanas, surge uma esperança no fim do túnel, a tão sonhada vacina.

Dúvidas, preconceitos e desinformações são difundidos por alguns políticos, no intuito claro e evidente, que corpos de seres humanos, são apenas escadas para um palanque maior eleitoral, o que é de todo vergonhoso e lamentável.

O surgimento da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e fabricada pelo Instituto Butantan, foi revestida de preconceitos, por ser um laboratório de nacionalidade comunista, como se a eficiência da Vacina dependesse da cor da bandeira do país e não de dados científicos.

A população brasileira, por total desinformação, critica a eficácia geral de uma Vacina acima de 50% contra um vírus devastador, mas acredita que irá ficar rico jogando em uma loteria, apostando um jogo de seis dezenas, com probabilidade de ganho de míseros 0,000002%.

Pergunta-se: Esta dicotomia se deve a que? Respondo: À crença, a esperança de ficar rico, à propaganda em volta dos jogos e, por óbvio, à desinformação.

É chegada a hora, mesmo que tardiamente, do Governo, em todos seus entes da federação (União, Estado e Município) esquecerem das divergências políticas/ partidárias, e firmarem uma campanha de esclarecimento da importância da vacinação em massa.

Apenas a título de esclarecimento, apesar de ser da área jurídica, mas em pesquisas e reportagens a respeito da CoronaVac, verifica-se que os cálculos para chegar a uma eficiência geral de mais de 50% são complexos.

Na realidade ao fazer o teste da eficácia da Vacina (fase 3 da pesquisa), o laboratório ou instituto que irá produzi-la dividem dois grupos de pessoas voluntárias com maior risco de contaminação pela Covid-19. O primeiro grupo recebe um placebo, já o segundo recebe a vacina propriamente dita.

Do primeiro Grupo Placebo (que não recebeu a vacina) – 4.599 voluntários compunham um grupo, sendo que 167 indivíduos desenvolveram a doença, e, 18,5% manifestaram de forma moderada ou grave.

Do segundo Grupo (que recebera a vacina) – 4.653 voluntários compunham grupo, sendo que 85 indivíduos desenvolveram a doença (50% do primeiro grupo), e, 8% manifestaram de forma leve, com atendimento médico, mais sem precisar internação.

A eficácia é o resultado comparativo entre os dois grupos que, segundo cálculos matemáticos/ científicos, alcançam o percentual de eficácia geral de 50,4%.

Destaca-se que no grupo que recebeu a vacina não houve sequer um caso de internação apesar de ter um percentual pequeno de indivíduos que contraíram a doença, mesmo que vacinados.

Em suma, o ideal seria que toda vacina tivesse 100% de eficácia geral, mas do ideal para o mundo real há uma distância abissal. Se a eficácia da vacina fosse apenas para evitar o agravamento da doença já seria altamente salutar para a população, mesmo que não imunizada.

Voltando ao título do artigo, para quem nada tem, metade é o dobro!

BADY ELIAS CURI NETO
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